Durante anos, o “calcanhar de Aquiles” dos smartphones dobráveis foi a autonomia. Ecrãs gigantes consomem muita energia, e dobradiças complexas ocupam o espaço que normalmente seria reservado para baterias grandes. No entanto, a Honor parece ter decidido que 2026 será o ano em que este compromisso deixa de existir.
Segundo as mais recentes fugas de informação, o próximo topo de gama da marca, o Honor Magic V6, não está apenas a planear melhorar a autonomia; está a preparar-se para destruir a concorrência com uma bateria que roça o absurdo para este formato. Se os rumores se confirmarem, estaremos perante o rei indiscutível da autonomia no mercado dos dobráveis.

Uma bateria de “nível 7K” num corpo mais fino
A informação chega através do conhecido “leaker” Digital Chat Station na rede social Weibo, que afirma que o Magic V6 poderá estrear-se com uma bateria de “nível 7K”. Isto sugere uma capacidade a rondar os 7.000 mAh, um número impressionante mesmo para tablets ou telemóveis robustos, quanto mais para um dobrável elegante.
Para colocar isto em perspetiva, o atual Honor Magic V5 já era um líder de mercado com a sua célula de 6.100 mAh. O novo modelo promete não só aumentar drasticamente essa capacidade, como fazê-lo num corpo mais fino e mais leve.
O segredo por detrás desta magia de engenharia reside na tecnologia de baterias de silício-carbono. Ao aumentar a densidade energética das células, a Honor consegue armazenar mais energia em menos espaço físico, permitindo criar dispositivos que desafiam a lógica tradicional de “bateria grande = telemóvel tijolo”.
Câmaras: O fim das concessões fotográficas?
Mas a Honor não se fica pela energia. Historicamente, quem comprava um dobrável tinha de aceitar câmaras inferiores às dos topos de gama tradicionais (como o S26 Ultra ou o Magic 7 Pro). O Magic V6 quer acabar com esse estigma.
Os rumores indicam que a Honor está a testar uma configuração monstruosa de duas câmaras de 200 megapíxeis.
- Um sensor principal de 200MP.
- Uma lente periscópio (zoom) de 200MP.
Se isto se concretizar, o Magic V6 poderá oferecer um nível de detalhe e capacidade de zoom que envergonha rivais como o Samsung Galaxy Z Fold, transformando-se numa verdadeira ferramenta de fotografia profissional.

Snapdragon 8 Elite Gen 5 com “tempero” da Honor
No coração da máquina estará, previsivelmente, o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, o chip que dominará os topos de gama de 2026. No entanto, a Honor planeia diferenciar-se através da implementação dos seus próprios componentes de Inteligência Artificial.
A estratégia passa por usar co-processadores proprietários ou otimizações de software profundas para extrair mais performance do chip da Qualcomm do que os concorrentes, especialmente em tarefas de IA generativa e processamento de imagem.
O duelo com a OPPO
O lançamento do Honor Magic V6 parece estar a ser posicionado para combater diretamente o futuro OPPO Find N6, que deverá chegar ao mercado após o Festival da Primavera na China (finais de fevereiro ou início de março).
Enquanto a OPPO costuma apostar em formatos mais compactos e ergonómicos, a Honor parece estar a seguir a rota da “força bruta”: o maior ecrã, a maior bateria e as câmaras com mais megapíxeis. Resta saber se esta combinação de especificações extremas resultará num preço igualmente extremo, mas uma coisa é certa: a barra para os dobráveis de 2026 acaba de subir consideravelmente.






















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