Há anos que ouvimos a mesma promessa: “o smartphone vai morrer” e seremos todos utilizadores de óculos inteligentes de Realidade Aumentada (AR). Gigantes como a Meta, a Apple, a Google e a Samsung estão a investir milhares de milhões para que isso aconteça. Mas há sempre um obstáculo gigante no caminho: a bateria. Colocar um ecrã à frente dos olhos gasta muita energia, o que resulta em óculos pesados, quentes ou com autonomia ridícula.
A Omnivision, uma empresa de tecnologia de ponta, pode ter acabado de resolver este puzzle. A empresa anunciou um novo ecrã revolucionário que promete ser a chave para desbloquear o verdadeiro potencial dos óculos inteligentes de consumo.

Um cinema num grão de arroz: O novo ecrã LCOS
A inovação chama-se painel LCOS (Liquid Crystal on Silicon) de chip único. Embora o nome técnico pareça complicado, o benefício é simples: eficiência brutal num tamanho microscópico.
Estamos a falar de um ecrã com apenas 0,26 polegadas (é ridiculamente pequeno) que consegue debitar uma resolução de 1632 x 1536 e uma taxa de atualização de 90 Hz. Para teres uma ideia, é alta definição num espaço menor que a unha do teu dedo mindinho.
Mas a verdadeira magia não é a resolução, é a arquitetura de “chip único”. Ao consolidar componentes, a Omnivision conseguiu criar um ecrã que oferece cores vibrantes e imagens nítidas consumindo uma fração da energia dos ecrãs atuais.
Porque é que isto muda o jogo para a Meta e a Apple?
Atualmente, até os protótipos mais avançados, como os óculos Orion da Meta (que demoraram 10 anos a fazer), não estão prontos para o público. São caros de produzir e, crucialmente, a bateria não dura o suficiente para serem práticos.
A tecnologia da Omnivision ataca este problema de frente. Com ecrãs de consumo ultra-baixo, os fabricantes podem:
- Reduzir o tamanho da bateria: O que torna os óculos mais leves e parecidos com óculos normais, em vez de capacetes de ficção científica.
- Aumentar a autonomia: Permitindo que os óculos durem o dia todo, tal como o teu telemóvel.
O futuro “pós-smartphone” em 2027
A indústria parece estar a alinhar-se para um grande lançamento de óculos AR de consumo por volta de 2027. A Meta e a Apple têm esse ano marcado no calendário, e a Samsung já entrou na corrida com o Galaxy XR.
Até agora, a corrida era focada em quem conseguia fazer os óculos mais finos (barbeando milímetros aqui e ali). Mas a realidade é que ninguém vai usar óculos inteligentes se tiverem de os carregar a cada duas horas. Inovações “invisíveis” como este ecrã da Omnivision são, na verdade, muito mais importantes do que o design exterior, pois são elas que vão permitir que a tecnologia saia dos laboratórios e entre, finalmente, nas nossas vidas diárias.

























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