Sol artificial coreano bate recorde e aproxima-nos da energia limpa do futuro

O reator KSTAR da Coreia do Sul, apelidado de “Sol artificial”, alcançou um novo marco na pesquisa da fusão nuclear ao manter um plasma a uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius durante 48 segundos.

Este feito extraordinário representa um passo significativo no desenvolvimento de uma fonte de energia limpa e abundante que pode revolucionar o mundo.

O que significa este recorde?

A fusão nuclear é o processo que alimenta as estrelas, incluindo o nosso Sol. No seu núcleo, átomos de hidrogénio são combinados sob temperaturas e pressões extremas para formar hélio, liberando quantidades massivas de energia no processo.

Recriar este processo na Terra é um desafio científico e tecnológico monumental. Os reatores de fusão nuclear precisam gerar e manter plasmas a temperaturas inimagináveis, comparáveis ​​às do núcleo do Sol.

O KSTAR conseguiu manter um plasma a 100 milhões de graus Celsius por 48 segundos, um recorde mundial que demonstra o progresso significativo que está sendo feito neste campo.

Kstar Sol Artificial

Por que a fusão nuclear é tão importante?

A fusão nuclear tem o potencial de ser uma fonte de energia limpa e praticamente ilimitada.

Ao contrário da fissão nuclear, que produz resíduos radioativos de longa duração, a fusão nuclear não gera emissões de gases com efeito de estufa ou outros poluentes.

Ainda há um longo caminho a percorrer?

Embora o recorde do KSTAR seja um marco importante, ainda há um longo caminho a percorrer antes que a fusão nuclear possa ser utilizada como fonte de energia comercial.

Os reatores de fusão ainda precisam ser otimizados para que possam gerar mais energia do que consomem.

O futuro da energia limpa está mais próximo?

O progresso contínuo na pesquisa da fusão nuclear, como o recorde do KSTAR, nos aproxima da viabilidade de uma fonte de energia limpa e abundante que pode suprir as necessidades energéticas do mundo sem comprometer o meio ambiente. É um futuro promissor que vale a pena perseguir.

Amante de tecnologia, desporto, música e muito mais coisas que não cabem em 24 horas. Fundador do AndroidBlog em 2011 e autor no Techenet desde 2012.