Novo update do Google Messages altera recibos de leitura e RCS

A Google não para quieta com as experiências na sua app de mensagens. Se achavas que a interface já estava fechada, prepara-te para reaprender alguns atalhos.

A mais recente vaga de updates de maio de 2026 para o Google Messages traz mexidas profundas na forma como lês e respondes a mensagens, além de fechar finalmente o longo fosso de segurança com o ecossistema da maçã. O ritmo de testes A/B continua frenético, mas há funcionalidades de peso que já estão a caminho do teu smartphone.

O que precisas de saber:

  • Fim da caça às bruxas com a Apple: O RCS com encriptação de ponta-a-ponta entre Android e iPhone (via iOS 26.5) já é uma realidade.
  • Nova mecânica nos recibos de leitura: A Google continua a tentar reinventar a roda, mudando a localização das horas e do ícone de segurança.
  • O fim do código QR: O login na versão web vai passar a ser feito exclusivamente através da Conta Google.
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O que muda nos recibos de leitura?

A Google parece não saber muito bem o que fazer com os detalhes de leitura das mensagens. Depois de brincar com círculos únicos dentro das bolhas de texto, a empresa está agora a testar um design que regressa aos ícones antigos, mas atira o carimbo de tempo e o cadeado de encriptação para um menu invisível.

Agora tens de fazer swipe para a esquerda na bolha se quiseres ver essa informação, e swipe para a direita para responder diretamente a essa mensagem específica. É uma mudança confusa que vai exigir nova ginástica muscular aos utilizadores, mas a verdade é que limpa visualmente a janela de chat.

RCS encriptado com a malta do iPhone?

Sim, o milagre da interoperabilidade aconteceu. Com a distribuição do iOS 26.5, o RCS com encriptação de ponta-a-ponta (E2EE) entre Android e iOS ficou ativo. Isto significa que as tuas mensagens e anexos enviados para quem usa iPhone deixam de andar a passear em texto limpo pelos servidores das operadoras.

Vais continuar a ver o familiar cadeado de segurança nas tuas conversas, exatamente como já acontecia entre equipamentos Android. É uma vitória gigante para a privacidade geral, que enterra definitivamente a era insegura do SMS.

O adeus ao código QR no browser?

Se usas frequentemente o Messages for Web no PC, há uma quebra de hábitos a caminho. A gigante das pesquisas está a descontinuar o emparelhamento por código QR. A partir de agora, o login passa a exigir as credenciais da tua Conta Google. É um movimento óbvio para consolidar o ecossistema e apertar a segurança, mas retira aquela conveniência imediata e sem fricção de simplesmente apontar a câmara do telemóvel ao monitor.

Que outros ajustes trazem esta build?

Há um par de pequenas afinações vitais de usabilidade. A introdução do “Tap to Draft” é a salvação para quem tem os dedos demasiado rápidos. Agora, quando tocas numa Smart Reply (resposta inteligente sugerida), o texto vai para a caixa de edição em vez de ser disparado instantaneamente, dando-te tempo para alterar ou apagar.

Além disso, o menu de pressão longa foi totalmente remodelado. Esquece a velha e inestética barra de ferramentas colada ao topo do ecrã; agora tens um menu flutuante moderno a meio da interface, com o fundo da conversa desfocado e excelente feedback háptico. Uma lufada de ar fresco no UI.

O que isto significa para ti

A Google está a limpar a casa a fundo e a padronizar o Google Messages como a derradeira plataforma de comunicação mobile — a prova disso é o fim do Samsung Messages, que começa a ser descontinuado já em julho. A app está inegavelmente mais robusta e independente de mecânicas antiquadas.

A chegada do RCS seguro aos iPhones é o grande trunfo desta temporada, eliminando o estigma e a falha de segurança na comunicação multiplataforma. O revés? A clássica obsessão da Google em fragmentar o lançamento de novidades via testes no lado do servidor. Podes ter de esperar dias ou semanas até veres todas estas mudanças no teu ecrã, mesmo com a app atualizada.

Amante de tecnologia, desporto, música e muito mais coisas que não cabem em 24 horas. Fundador do AndroidBlog em 2011 e autor no Techenet desde 2012.