Após meses de espera e várias fases de teste, a polémica atualização v12 do sistema Autopilot (“Full Self-Driving Beta” na América do Norte) está finalmente a chegar aos condutores Tesla.
Esta atualização marca uma mudança de paradigma: sai a programação tradicional, entra a inteligência artificial para controlar o comportamento do veículo.
Ao que tudo indica, os primeiros relatos são promissores, mas será que estamos perante uma verdadeira revolução na condução autónoma? A resposta ainda é incerta.
Condução neural? Explica lá isso…
Simplificando muito: ao longo dos anos, os engenheiros da Tesla programaram diretamente as respostas do sistema a diferentes cenários de estrada.
O problema — os nossos hábitos de condução são demasiado complexos para serem cobertos em cada linha de código!
É aqui que entra a promessa das redes neurais. O sistema, alimentado por gigantescos volumes de dados reais de condução, aprende por si próprio a reagir a diferentes situações.
Na teoria, isso significa reações mais naturais e decisões de condução mais similares às de um condutor experiente.
Entusiasmo e cautela em partes iguais
As opiniões dividem-se. Elon Musk, sempre confiante, não hesita em chamar a atualização de “alucinante”. Alguns condutores reportam melhorias significativas face à versão anterior.
No entanto, há também testemunhos de erros básicos na seleção de faixas de rodagem, reforçando que o sistema ainda está numa fase de testes.
O melhor é manter as expectativas no chão. Lembra-te que o Autopilot não dispensa a tua atenção. Por muito avançado que seja, estamos a falar de um sistema de assistência de condução e não de verdadeira autonomia.
Aliás, é provável que a Tesla tenha ainda um longo caminho a percorrer para alcançar as suas metas mais ambiciosas.
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