Adobe Esclarece Política de IA e Busca Reconquistar Confiança dos Utilizadores

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A Adobe, gigante do software de design, anunciou recentemente uma atualização dos seus termos de serviço, buscando tranquilizar os utilizadores sobre o uso de inteligência artificial (IA) no seu conteúdo.

A empresa esclarece que não utilizará o conteúdo dos utilizadores, seja armazenado localmente ou na nuvem, para treinar IA generativa, exceto quando o conteúdo for submetido ao Adobe Stock para fins de treino do Adobe Firefly.

Transparência e Confiança em Foco

A mudança visa esclarecer a política da empresa relativamente à IA, que, segundo Scott Belsky, diretor de estratégia da Adobe, sempre existiu, mas não estava explicitamente definida nos termos anteriores.

“Sempre dissemos explicitamente que não treinaríamos IA generativa com o seu conteúdo”, afirmou Belsky em entrevista ao The Verge.

“Sempre foi uma política que tínhamos como empresa. Sempre deixamos isso muito claro, mas nunca dissemos isso explicitamente.”

A atualização também aborda as preocupações dos utilizadores sobre a verificação de conteúdo criado sob acordo de confidencialidade (NDA), garantindo que a empresa não “verifica ou revê” o trabalho armazenado localmente nos dispositivos dos utilizadores.

A verificação automática de conteúdo na nuvem se limita a garantir que não esteja a ser hospedado conteúdo ilegal ou abusivo, como material de abuso sexual infantil.

A revisão humana só ocorrerá em casos específicos, como quando o conteúdo for sinalizado ou denunciado como ilegal, ou se o utilizador optar por participar de programas de pré-lançamento, beta ou de melhoria de produtos da Adobe.

Adobe Ia

Reacendendo Frustrações Antigas

A atualização dos termos de serviço gerou um debate acalorado entre os utilizadores, que inicialmente interpretaram as mudanças como uma permissão para a empresa usar o seu trabalho para treinar IA.

A controvérsia reacendeu frustrações antigas com a Adobe, como a mudança para o modelo de assinatura em 2012, que Belsky reconhece como um ponto de discórdia. “Acho que essa foi uma mudança para alguns clientes que provavelmente os incomodou negativamente”, disse ele.

“Acho que quando algo assim [a atualização dos termos de serviço] acontece, a minha observação é que vemos um ressurgimento dessa frustração. Isso pode ter sido semeado quando fizemos essa mudança de modelo.”

O Caminho para a Reconciliação

Embora a Adobe esteja a tomar medidas para tornar os seus termos de serviço mais transparentes, a empresa ainda tem um longo caminho a percorrer para reconquistar a confiança dos utilizadores.

A frustração com a empresa é profunda e remonta a anos de decisões controversas. A Adobe terá que se esforçar para ouvir as preocupações dos utilizadores e tomar medidas concretas para abordá-las se quiser recuperar a sua posição como líder no setor de software de design.

Pontos Principais:

  • Adobe atualiza os termos de serviço: Após críticas, a Adobe esclarece que não usará o conteúdo dos utilizadores para treinar IA, exceto para o Adobe Firefly, alimentado pelo Adobe Stock.
  • Esclarecimento sobre acesso ao conteúdo: A empresa detalha o acesso ao conteúdo do utilizador, incluindo a verificação automática de conteúdo ilegal na nuvem e a revisão humana apenas em casos específicos.
  • Controvérsia e frustração dos utilizadores: A atualização dos termos gerou preocupações sobre o uso de dados para IA e reacendeu frustrações antigas com a empresa,
Vitor Urbano
Amante de tecnologia, desporto, música e muito mais coisas que não cabem em 24 horas. Fundador do AndroidBlog em 2011 e autor no Techenet desde 2012.